“Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.”

Trecho do poema  “Divina Música” de Khalil Gibran

No livro “A Voz do Mestre”, o escritor e filósofo libanês Khalil Gibran considera a música a linguagem dos espíritos, relaciona os tipos de acordes às emoções, às lembranças.

Para ele, quando Deus criou o homem deu para ele a música como uma linguagem diferente de todas as outras e nisso inclui a música da natureza: o som dos pássaros, dos rios, da chuva e do vento. São sons que também emocionam.

Música e espiritualidade estão mais conectadas do que nunca. A música toca a alma de maneira positiva ou negativa, dependendo de como ela é sentida por nós.

A neurociência tenta desvendar os efeitos da música no cérebro humano como, por exemplo, quais partes são ativadas durante determinadas músicas ou porquê pessoas gostam de ritmos diferentes.

Estes inúmeros estudos já descobriram que os sons influenciam a nossa mente assim como os sons bineurais. Estes potencializam a aprendizagem, favorece o sono, aprofunda a meditação, libera endorfina e, portanto, relaxa profundamente, controla a ansiedade e melhora a concentração.

Em contra partida, a neurociência não tem uma resposta sobre os efeitos emocionais e espirituais nos humanos provocados pela música.

A música e o nosso estado de espírito

Música e práticas religiosas sempre estão conectadas. As músicas gospel nas igrejas evangélicas, o canto gregoriano no catolicismo, os mantras védicos durante a meditação, os tambores nas religiões de matriz africana e indígenas.

A música é capaz de nos conectar com nossa essência interior divina e ajuda a estimular a espiritualidade que existe dentro de nós.

O processo de criação de qualquer música também é determinante para definir se o que se ouve trará efeitos espirituais ou não. Quando criada com o coração e intenção pura, a música é uma expressão espiritual da natureza.

Fonte: Bons Fluídos, Revista Prosa, verso e arte 

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