Antes da Idade Média a mulher tinha um lugar de suma importância dentro da sociedade. Ela detinha o saber para a cura e era vista como um ser sagrado pelo fato de gerar vidas.

Era um mundo politeísta em que a natureza era venerada e as mulheres eram as grandes sacerdotisas. A coleção “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley, é um ícone da literatura que retrata este período e também mostra a transição para o catolicismo e o patriarcado sendo instaurado.

De lá pra cá restou para mulher um papel secundário sob a dominação masculina e que de tempos em tempos, promove insurgências e faz conquistas como: o direito de votar e de exercer profissões antes masculina.

Neste cenário de luta e de competição, a mulher acabou esquecendo dela mesma e se desconectando da natureza.

Agora, em pleno século 21, esta filosofia ou estilo de vida resgata os ensinamentos sobre o corpo, o emocional e os ciclos femininos, e ainda orienta de que forma podemos harmonizá-los com a natureza.

Reconectar-se 

Quando as mulheres passam a se desligar um pouco do mundo tecnológico e rotineiro e buscam descobrir mais sobre si próprias, se interiorizando, percebendo melhor seus instintos, suas vontades e seus ciclos femininos (como a menstruação e a gestação), elas relatam que o mundo muda. É como se uma nova consciência as abraçasse, a autoestima se eleva.

O conhecimento do Sagrado Feminino é adquirido através de livros, cursos e grupos de estudos chamados de “círculo de mulheres”.

Nesta filosofia, as mulheres estudam um conceito diferente sobre si próprias, que engloba os aspectos emocionais guardados no corpo, a sintonia entre a menstruação e as fases da lua, a veneração das Deusas de todas as mitologias e a semelhança delas com cada mulher, assim como a influência que a natureza tem sobre nosso corpo e psique.

Ciclos naturais

As praticantes desta filosofia têm plena consciência dos seus ciclos como a menstruação, a maturidade, a gestação, o parto e a amamentação. Aceitam seu histórico de vida,aceitam a si mesmas, as feridas começam a ser curadas e as mulheres passam a ser mais felizes, amáveis e únicas.

O objetivo é entender como você traz o amor e a feminilidade para todas essas fases da vida.

Plenitude

O amor-próprio, a autoestima elevada, auto-conhecimento são fundamentais para se sentir segura. E isto influencia todos os aspectos da vida: relações afetivas, sexuais e profissionais.

Na filosofia do Sagrado Feminino, tem-se a experiência de amar sem depender da pessoa para viver, afinal o amor próprio deve vir em primeiro lugar. É através da estima por si mesma que a paixão durará. A independência de cada um dentro da relação traz o desejo de ambos se dedicarem ao outro, favorecendo o relacionamento.

É através da dança, artesanato, desenho, escrita, maquiagem ou toda forma de autocuidado, que a mulher aprende a manifestar seu lado criativo, além destas práticas serem um autotratamento para as diversas dificuldades vividas pelas mulheres.

Neste processo de cura, o ventre, que está intimamente ligado ao órgão sexual e ao sexo, é uma região que simboliza a criação. Portanto, ele recebe as energias curativas necessárias para essas dificuldades por meio da criatividade.

Fonte: Personare

 

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Revista Ecos da Paz
Viver em harmonia é possível quando abrimos o coração e a mente para empatia e o amor.