Harvest significa colheita em inglês e a ONG australiana OZHarvest criou o primeiro supermercado para combater o desperdício de alimentos com produtos rejeitados por outros supermercados, restaurantes e pelos próprios clientes. Na porta de entrada do mercado está escrito: “Pegue o que precisa e doe se puder”

Sabe aquela cenoura meio feiosa, os tomates muito maduros e os enlatados com um amassadinho são arrumados e dispostos nas prateleiras para o consumidor levar gratuitamente.

A mercearia teste, localizada em Sidney, armazena uma gama de produtos, incluindo frutas e legumes frescos, pães, conservas, refeições congeladas, bebidas, produtos de higiene pessoal e de limpeza.

mercado - Pequenos mercados são exemplos no combate ao desperdício de comida
Voluntários trabalham desde a coleta a exposição dos produtos. Foto: Divulgação

As prateleiras serão semanalmente modificadas, dependendo do que for recuperado. Os clientes são incentivados a doar qualquer coisa que eles não queiram mais. Tudo é gratuito para aqueles que não podem pagar por isso. Ou é possível doar a quantia que a pessoa desejar.

 

 

 

Combate ao desperdício

“Toda vez que salvamos comida boa, ajudamos o planeta. Cada vez que usamos esse alimento para a alimentação de pessoas famintas, lidamos com questões sociais”, diz Roni Kahn, responsável pela OzHarvest. Segundo ela, o desperdício de alimentos na Austrália custa cerca de US $ 20 bilhões por ano. 2.500 doadores de alimentos participam da iniciativa.

“Nós resgatamos alimentos que não podem ser vendidos por supermercados e varejistas de alimentos pelo seu prazo de validade e/ou aparência, mas que ainda estão perfeitamente bons para o consumo”, diz Kahn. “Se algo expirou, isso não é motivo para jogá-lo fora. Só resgatamos comida que seja absolutamente comestível.”

Roni Khan afirma que este supermercado não é baseado no lucro, mas sobre um propósito e ela planeja abrir outros estabelecimentos no país. “Acreditamos totalmente que isso será um catalisador para outros desenvolvedores imobiliários. Temos a capacidade de levá-lo ao redor do país, se todas as forças se unirem. Este é um modelo duplicável.”

Saiba mais sobre o projeto.

As iniciativas brasileiras

Um mercado na cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul copiou a iniciativa de empresários do ramo em Pernambuco que doa alimentos que não podem ser vendidos por razões de estética.

Junto da grade do supermercado foi colocada uma prateleira, onde os alimentos são disponibilizados. Em cima, há uma faixa explicando o processo:

“Você está com fome? Pode pegar. Mas pegue apenas o necessário para você, pois tem mais pessoas com fome”.

A iniciativa do supermercado também viralizou na internet. Um post no Facebook sobre a ideia já tem mais de 8 mil compartilhamentos.

Troc Troc é um mercado no Acre que cada 1 quilo de material reciclado vale R$ 0,50. É a  logística reversa elevando a sustentabilidade. mas caso o cliente traga os resíduos já limpos e amassados, facilitando sua reciclagem, ele tem um bônus de 20% no valor final do peso.

Mais do que reciclar toneladas de material descartável que demorariam anos para se decompor no meio ambiente, o mercado também empodera os produtores locais. Isso porque todos os alimentos, como frutas, arroz, feijão, verduras e legumes, são produzidos na região.

troctroc - Pequenos mercados são exemplos no combate ao desperdício de comida
O Troc troc é o primeiro mercado ecológico do Brasil. Foto: Divulgação

O mercado situado  no município de Marechal Thaumaturgo, interior do estado foi uma iniciativa da  Fundação Belga House of Indians Foundation, entidade internacional que luta pelo respeito e a preservação da cultura indígena, com membros da tribo Ashaninka.

Na Europa, existem máquinas que dão cupons de descontos quando o material reciclado é inserido. Este conceito inspirou Marcelo Valadão, presidente da fundação belga, a fazer o mesmo no Brasil só que de maneira mais simplificada.

O líder indígena Benki Piyâko acredita que o supermercado ajuda a despertar a consciência ambiental nas pessoas e a fomentar a economia local. “Vejo que essa iniciativa vai beneficiar toda a população da cidade. ” Percebo que temos uma carência muito grande em vendas regionais e pretendemos mudar isso, além de termos uma cidade limpa”, afirmou.

O material reciclável é enviado para a capital Rio Branco, onde passa por reciclagem e os resíduos gerados são investidos na cidade.

Segundo Isaac Piyãko, prefeito de Marechal Thaumaturgo, a iniciativa gera educação, economia, e menos gastos na limpeza da cidade. Para ele é uma iniciativa inédita e revolucionaria.

Fonte: Razões para Acreditar

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