Com o passaporte na mão, o mundo é dessas vovós e vovôs que adoram viajar. Afinal, os filhos estão criados, há mais tempo ocioso e dependendo da aposentadoria, o passeio será top ou básico.

No final das contas, o que importa é curtir a vida da melhor maneira possível, porém há quem pense que viajar desacompanhado na terceira idade é impróprio, muito pelo contrário.

Com o tempo, a indústria do turismo foi se adaptando ao viajante mais velho. Basta observar os tours organizados pelas agências de viagem, os turistas percorrem as principais atrações sem muito esforço.

Dicas práticas

  • Saber a língua local não é obrigatório, mas torna a experiência mais agradável, pois permite que a comunicação seja mais garantida e que desentendimentos sejam evitados. Para isso, não é necessário ser fluente no outro idioma, saber o básico, muitas vezes, já ajuda bastante.

Nos dias de hoje, muitas pessoas falam inglês, espanhol e francês. Então, caso saiba uma dessas línguas, o viajante sênior já estará mais seguro.

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Viajar sozinho permite fazer novas amizades. Foto: Pexels
  • Ao conhecer várias cidades de um país, escolha uma cidade base para fazer passeios curtos do tipo bate-volta, assim evita o fazer das malas e despachar bagagem. 
  • Nem todo hotel tem elevador, ar-condicionado nos quartos ou banheiro privativo.
  • Se for jantar em algum restaurante, use a plataforma Open Table ou peça ajuda na recepção do hotel. 
  • Coma direito, evite “junk food”. Se o orçamento estiver pequeno, procure por mercados perto do hotel ou padarias que vendam refeições boas e baratas. 
  • Não esqueça da sua farmacinha básica ( dor muscular, de barriga, febre, resfriado), os remédios que costuma tomar regularmente e do seguro-saúde.

Este é essencial, pois o atendimento hospitalar no exterior é uma pequena fortuna e prefira os que têm atendimento em português. Tenha à mão telefones úteis para qualquer emergência.

  • Use bolsa transversal com zíper que fica na frente do corpo. Deixe seu passaporte  bem guardado no hotel e leve apenas seu RG para sair. E nada de dar conversa para estranhos.
  • Tenha a quantia necessária para viajar sem problemas financeiros. Ser idoso e estar sozinho em um país diferente são condições passíveis de imprevistos. Certifique-se trocar as notas para moeda local. Tenha dinheiro a mão porque nem sempre os cartões de créditos são aceitos e os bancos 24 horas podem ser difíceis de encontrar.

Colecionadora de aventuras

Elena Mikhailovna é uma simpática vovó russa com mais de 90 anos que tem agitado seus fãs no instagram com as fotos dos lugares que visita.

E o mais impressionante é que ela põe o pé na estrada sozinha apenas com seu cajado e uma mochila.

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Elena aproveitando as belezas da capital Moscou. Foto: Acervo pessoal

A babushka ( avó em russo) é uma celebridade, ela já tem mais de 90 mil seguidores e não pensar em parar de viajar. Confiram seu perfil no instagram : #babushka_1927

Lena, como é chamada, viveu em orfanato, sobreviveu à duas guerras mundiais e foi casada com um militar com o qual teve uma filha.

Com o passar do tempo, Lena sofreu agressões do marido e se separou, criando sua filha sozinha.

Por conta disso, os planos para fazer as tão sonhadas viagens foram adiados. Ela só conseguiu realizá-las aos 83 anos de idade. Ela é a prova de que nunca é tarde para começar uma aventura.

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A descoberta das suas viagens sozinha aconteceu no Vietnam por uma jovem russa que a ajudou num restaurante.       Foto: Acervo pessoal

A receita da vovó

Nada como ter um bom planejamento para conquistar seus objetivos e Lena segue o seu direitinho.

Para aumentar o orçamento das viagens, ela vende flores e artigos de malha, além de guardar uma parte da aposentadoria e também ganha a contribuição dos familiares.

Com isso, ela já visitou a Turquia, Alemanha, Polónia, Vietnã e República Tcheca –este último, é seu país preferido ao qual já foi cinco vezes.

Infelizmente esta não é a realidade de muitos idosos, que acabam virando no final da vida arrimo de família graças à aposentadoria.

Para esta população, um outro problema é a perda da privacidade ocasionada pelo constante cuidado que familiares e amigos têm, ainda mais quando se tem autonomia de viver sozinha (o) como a vovó Lena. 

Por conta disso, viajar sozinho (a) se torna uma experiência que permite a administração do próprio tempo, além de um aprendizado individual.

Fonte: Viaje na Viagem, Catraca Livre, Inoni

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Revista Ecos da Paz
Viver em harmonia é possível quando abrimos o coração e a mente para empatia e o amor.