Ela foi considerada a voz de Portugal. Criada pelos avós na primeira infância e na juventude pelos pais, Amália não pode completar seus estudos porque tinha que trabalhar para ajudar no sustento da família.

Trabalhou como costureira, bordadeira, em fábricas e na rua vendendo frutas. Desde cedo revelou que gostava de cantar e fez algumas audições para alguns concursos de fado. No final da década de 30, ao participar numa das festas populares com o nome de Amália Rebordão recebe uma crítica elogiosa e em 1939 começa a cantar profissionalmente em casas de shows, cafés.

A carreira de Amália Rodrigues começou a ser consolidada durante a ditadura Salazarista. Se por um lado ela projetou o nome de Portugal, por outro lado carregou a fama de “cantora do regime” até o dia da Revolução dos Cravos em 25 de abril de 1974.

Amália tinha um lado B

No dia de sua morte, a seis de outubro de 1999, o escritor José Saramago revelou as frequentes ajudas que ela deu aos opositores da ditadura. Contatos que foram mantidos durante décadas e ultrapassaram o universo artístico.

Anos depois a polêmica de Saramago deu início à uma investigação da Revista Visão, que lançou uma biografia da Rainha do Fado, antecipando seu centenário (caso estivesse viva).

De acordo com a pesquisa, esta colaboração começou no final da década de 40. Ela dava suporte, inclusive financeiro, às famílias dos presos políticos até a Revolução dos Cravos.

Soube fazer com maestria a política da boa vizinhança com o Estado e o próprio Salazar e viveu momentos de gato e rato com a polícia política portuguesa, a PIDE.

Para saber um pouco mais sobre a pesquisa feita pela revista Visão, clique aqui.

Fonte: Revista Visão , Museu do Fado

Foto: Portal do Fado

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