A princípio o título pode parecer uma maluquice, mas nada como o caos para mostrar o quanto podemos ser melhores. De toda situação caótica, sempre podemos tirar uma lição, por menor que ela seja.

As guerras, as crises econômicas, catástrofes naturais ou epidemia de alguma doença estão aí para provar isto. Depois do pânico momentâneo, descobrimos uma corrente de solidariedade aqui, outra acolá e a criatividade se faz presente, soluções aparecem, por incrível que pareça.

Ao longo da nossa jornada, olhamos para o tempo que temos como adversário e não como nosso aliado. Sempre estamos correndo atrás dele. Não conseguimos mais andar ao lado dele graças ao nosso estilo de vida.

São tempos de pouco poder de compra fazendo com que as pessoas trabalhem mais, tenham muita conexão virtual,  mas pouco tempo para conexões reais. E em algum momento a cobrança chega.

E quando são obrigadas a parar, obrigadas a sair da roda-viva da rotina por conta de algum fator externo ou colapso interno , algo de maravilhoso acontece: a reclusão as obriga a pensar, a refletir sobre sua vida e o que é o melhor de tudo, a se conectar.

A conexão com o seu microcosmo: família, amigos e consigo mesmo. É aproveitar o período de reclusão provocado pelo caos para reviver os pequenos prazeres, as lembranças. Leia, escreva, pinte, brinque, se doe, jogue fora tudo o que não serve mais, aprenda coisas novas. É aquela faxina boa na alma.

Depois que a tempestade passar, perceberá o quanto produziu em benefício próprio e/ou coletivo. E com certeza será capaz de encarar tudo de novo.

 

COMENTÁRIOS




Revista Ecos da Paz
Viver em harmonia é possível quando abrimos o coração e a mente para empatia e o amor.