Desde o nosso nascimento temos pessoas que nos cercam dando incentivo, falando sobre coragem para vencer os desafios.

Contudo, existe um ingrediente bastante poderoso que nos faz seguir em frente: a confiança. Primeiramente confiamos na família, em especial nossos pais, são nossos maiores exemplos.

A medida que começamos a caminhar sozinhos, continuamos a confiar em líderes, nos incentivos externos para nos empurrar, e eles nem sempre são honestos.

Na história a seguir, Monja Coen fala sobre como a autoconfiança de cada um pode levar à vitória de um grupo. Boa leitura!

A moeda da sorte 

Um grande guerreiro japonês, chamado Nobunaga, decidiu atacar o inimigo, embora tivesse apenas um décimo do número de homens de seu oponente.

Ele sabia que poderia ganhar mesmo assim, mas seus soldados tinham dúvidas. No caminho para a batalha, ele parou em um templo xintoísta[1] e disse aos seus homens:

— Após visitar o relicário, eu jogarei uma moeda. Se der cara, venceremos. Se der coroa, com certeza perderemos. O destino nos tem em suas mãos.

Nobunaga entrou no templo e ofereceu uma prece silenciosa. Então saiu e jogou a moeda. Deu cara.

Seus soldados ficaram tão entusiasmados a lutar que eles ganharam a batalha facilmente. Após a batalha, seu segundo em comando disse, orgulhoso:

— Ninguém pode mudar a mão do destino!

— Realmente não… — disse Nobunaga, mostrando reservadamente sua moeda, que tinha a cara impressa nos dois lados.

Esse episódio nos reconta da não superstição dos grandes líderes e dos meios expedientes necessários para vencer batalhas.

Se houver confiança, tudo é possível. Confie e você poderá atingir seus objetivos. Não jogue a moeda da sorte. A menos que ela tenha cara ou coroa dos dois lados.

Monja Coen, parábola “A moeda da sorte”, do livro “108 contos e parábolas orientais”, São Paulo, Editora Planeta, 2015

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Revista Ecos da Paz
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