Os ideais iluministas são a base das democracias e tem influência direta nas universidades do século 21. O iluminismo o começou com René Descartes na sua obra ” O Discurso do Método”.

Este pensamento durou mais um século com John Locke, Hume, Kant e terminou com a revolução francesa. Mas e se a história da filosofia deixou escapar alguém?

De acordo com o historiador Dag Herbjornsrud, existiu no século 16 um filósofo etíope chamado Zera Yacob que foi um excelente aluno de retórica, poesia e pensamento crítico.

Na época ele foi perseguido pelas autoridades quando o catolicismo se tornou a religião oficial do país, porque costumava dizer que nenhuma religião tem mais razão que a outra.

Durante a sua fuga Yacob encontrou uma caverna e ali passou a viver isolado para encarar os fatos essenciais da vida, como Henry David Thoreau. Ele viveu como ermitão por dois anos, até a morte do rei que o perseguia. Saía da caverna apenas para buscar comida. Neste período ele começou a construir sua filosofia racionalista.

O discurso de Yacob combatia a escravidão, acreditava na primazia da razão e na igualdade entre homens e mulheres. Em termos de religião, ele criticou todas e combinou todas as opiniões sobre o assunto com sua crença pessoal em um criador divino.

A filosofia de Yacob está registrada em seu livro ” Hätata”, que significa investigação. A única tradução deste trabalho foi feita pelo professor canadense Claude Sumner. O livro fazia parte de uma coleção de 5 volumes sobre filosofia etíope.

Em Hätata, o filósofo Yacob criticava aqueles que não pensavam por si próprios, que se deixavam se influenciar por gurus. Assim como Descartes, ele recomendava uma investigação com base científica. A diferença entre eles, é que Descartes era católico e criticava os ateus.

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Um site de filosofia africana

Através da iniciativa do professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília, Wanderson Flor, o site Filosofia Africana ganhou vida e desde 2015 funciona como uma biblioteca on-line com textos de autores e autoras africanos e da diáspora, traduzidos para o português.

O projeto, que conta com a contribuição de estudantes da graduação e da pós-graduação, conta com obras da nigeriana Oyèrónké Oyěwùmí (foto), do camaronês Achille Mbembe, do senegalês Cheikh Anta Diop, entre outros.

A ideia do acervo on-line surgiu dentro de um processo de pesquisa que pensava o estudo das africanidades no ensino básico de filosofia, no qual Wanderson teve a real dimensão da dificuldade que é encontrar esses conteúdos e, ainda mais complexos, encontrá-los em língua portuguesa.

Para o professor “toda discussão da formação filosófica precisa de uma base sólida da história da filosofia, e isso não é possível quando se arranca um continente inteiro desse pensamento”. (Via portal UNB).

Você pode acessar o site Filosofia Africana aqui.

Fontes: Folha de São Paulo e site Produzindo Cultura

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