De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, estima-se que mais de 18 milhões de novos casos de câncer surgiram em 2018. Mais de 9,6 milhões de pessoas morreram devido à doença, que ainda é uma crescente ameaça global à saúde.

Nas sociedades mais desenvolvidas, a expectativa de vida é mais alta e há maior incidência de câncer. As pesquisas comprovam que 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados adotando hábitos saudáveis. E nos países menos desenvolvidos, as pessoas vivem menos e morrem mais de causas infecciosas [HIV/AIDS e malária].

Destruidor de tumores

O tratamento da doença é feito com químio , radioterapia e muitas vezes cirurgia, todas estas opções agridem demais os pacientes com efeitos colaterais.

O México lançou recentemente o “Acelerador Linear de 12” e já está na rede pública de saúde do país. O equipamento torna desnecessária qualquer cirurgia e opera usando a radioterapia com elevadíssimo grau de precisão. Atinge apenas a área afetada.

Em 2016 o Brasil deu início a construção do acelerador linear para radioterapia, uma parceria entre o Ministério da Saúde e a empresa californiana Varian Medical Systems na cidade de Jundiaí (SP), foi a primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina.

Em 2018 a indústria de aceleradores lineares foi inaugurada e isto aumentará o acesso e a qualidade do tratamento de radioterapia no Brasil. Atualmente, tanto os aparelhos, aceleradores lineares, como suas peças e softwares utilizados na programação das sessões de radioterapia no país são importados.

Isso interfere diretamente nos custos e preços, que sofrem constantemente com flutuações cambiais e tornam o Brasil totalmente dependente do mercado externo. Essa ação faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde, que fora lançado em 2012, para a construção e aumento da capacidade de atendimento dos serviços de assistência oncológica.

Alternativa para a quimioterapia ainda em estudo

Os tratamentos para câncer são muito agressivos provocando nos pacientes a perda de cabelo, náuseas, escamações da pele. Um período muito delicado e de fragilidade, exigindo muita determinação de todos os envolvidos.

Os pesquisadores da Universidade Northwestern, no estado americano de Illinois, descobriram que todas as células tem um “código de matar”, que pode ser acionado para causar a autodestruição da célula.

Os cientistas acham que as células malignas, que se contaminam com a doença, podem de alguma maneira ser estimuladas a se autodestruírem por conta própria, através desse código, que pode ser duplicado sinteticamente, não havendo assim necessidade de produtos químicos tóxicos serem colocados no organismo. A prática desse processo poderia por fim ao exaustivo tratamento de quimioterapia.

“Agora que sabemos o código de morte, podemos ativar o mecanismo, sem ter que usar quimioterapia e sem mexer com o genoma”, explicou Marcus E. Peter, professor de Metabolismo do Câncer de Tomas D. Spies da Northwestern University Feinberg School of Medicine e principal autor do estudo.

Este tipo de tratamento continua sendo investigado, ainda levará algum tempo até ser usado pelos hospitais. De qualquer forma, a comunidade científica ficou muito animada de poder proporcionar um tratamento com menos efeitos colaterais.

Fonte: Nation, O segredo

Foto: Nation

 

 

 

 

RECOMENDAMOS


COMENTÁRIOS




Revista Ecos da Paz
Viver em harmonia é possível quando abrimos o coração e a mente para empatia e o amor.