Biodiversidade ou diversidade biológica descreve a riqueza e a variedade do mundo natural, que dizer: as plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.

Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes. Primeiro, todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo. E em segundo, as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.

A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta, inclusive desertos e áreas geladas. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas.

Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.

E em se tratando de florestas tropicais, os indígenas têm um papel primordial na conservação da natureza.

No mundo, a população indígena é de aproximadamente 370 milhões de pessoas, distribuídas em 70 países. E é exatamente neste território habitado pelos povos indígenas que se concentra 80% de toda a biodiversidade do planeta, o que nos mostra a importância destes povos no trabalho de preservação da natureza.

A relação destes grupos com o meio ambiente é ancestral. Uma relação que sempre garantiu sua conservação, como também permitiu o manejo da floresta de forma sustentável, garantindo os insumos de que necessitam para sobreviver.

Francisco Rilla, especialista em meio ambiente e governança, advertiu às Nações Unidas que não basta saber que relação dos índios com o meio ambiente é calcada num sofisticado conhecimento coletivo de ecologia, saber do seu estilo de vida.

Para ele é necessário reconhecer e reforçar a importância destas comunidades indígenas no momento presente para que a biodiversidade esteja garantida no futuro.

O trabalho da população indígena relacionado à conservação do meio ambiente foi amplamente documentada e endossada nos últimos anos.

Também foi demonstrado que, nos casos em que esses grupos têm o direito de posse legal sobre essas terras e, sobretudo, com o apoio do governo para gerenciá-la, os resultados obtidos são muito superiores se comparados a outros instrumentos de conservação.

No âmbito dos esforços e políticas de conservação da biodiversidade, deve-se priorizar o reconhecimento, avaliação e fortalecimento do trabalho realizado por esta população em todo o mundo.

Respeitar sua governança tradicional e incentivar sua participação no desenho de novas políticas e ferramentas será um fator determinante nas aspirações de preservar o que resta de nossa herança biocultural.

Fonte:  CCMSS e Nation

Foto: Sérgio Vale / SECOM – Acre

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