Depressão e ansiedade são os grandes males do século 21. Além do fator bioquímico, é necessário levar em conta os fatores emocionais e psicológicos. Hoje em dia, há a valorização da pessoa pelo o que ela tem e não pelo o que ela é, jovens se cobram demais para ter um padrão de sucesso inventado por uma sociedade.

Tudo isso têm feito as pessoas apresentarem os sintomas cada vez mais cedo. De acordo com pesquisas, houve um aumento de jovens que estão consumindo remédios  de tarja preta para se equilibrar.

É preciso levar em conta que em nossa sociedade há uma grande crueldade em torno das dores psicológicas e emocionais; estas não recebem a importância que merecem. Na verdade, é muito aterrador o baixo valor que se dá a nossa saúde psicológica.

A depressão e a ansiedade não são sinônimos de fraqueza. Os problemas emocionais não funcionam assim. Tampouco elas são consequências de escolhas pessoais,  pobreza de espírito e muito menos sinais de rendição ou negligência.

“De fato, poderíamos dizer que são sinais de luta, de enfrentamento perante as adversidades da vida ou perante situações pessoais muito incômodas e dolorosas, perdas, experiências negativas e incertezas.”

A depressão e a ansiedade não são escolhas pessoais

Pode acontecer com qualquer um. Em determinado dia nos damos conta de que as coisas perderam o sentindo que tinham, torna-se difícil levantar-se da cama, um sentimento profundo de tristeza ou irritabilidade aparece.

Ao mesmo tempo pode ocorrer que tudo nos cause agonia ou nos esgote, que nossa respiração acelere de repente e que nos sintamos incapazes de enfrentar a vida de maneira sincera. Esse estado vem e vai, ou está conosco de maneira permanente.

Parece que fomos invadidos por uma profunda tristeza ou uma tremenda inquietação que nos faz sentir incapazes de lidar com o dia a dia. É que quando enfrentamos uma grande perda pessoal é possível que nos deparemos com muitas situações que nos prejudicam e, de repente, algo transborda. Isso nos desmonta, pois não conseguimos compreender nem o que se passa nem porque aquilo está acontecendo.

Nesse ponto precisamos de ajuda profissional que nos apoie com explicações que tragam coerência emocional à situação, e nos ajude a superá-la. O mais importante é dar o primeiro passo do processo: pedir apoio psicológico para equilibrar nosso estado emocional e curar nossos pensamentos.

Os comentários que nos prejudicam

E nesse último ponto está o objetivo do nosso artigo de hoje: nossa relação com nosso entorno e com as pessoas que nos rodeiam muda. Essa não é uma situação cômoda para ninguém e, de fato, pode ser que nesse momento comecem a aparecer críticas e passem a nos invadir com comentários e atitudes repletas de incompreensão.

“Está assim porque quer”, “Anda, levanta e faz algo de útil da sua vida”, “Você é um frouxo ou uma frouxa”, “Você já tem idade para superar essas coisas infantis, “Não chore, não é pra tanto”, “É muita covardia”, “Enfrente a vida de uma vez e deixe de besteira” …

Esses tipos de frases alimentam ainda mais a tristeza, a apatia e a ansiedade no dia a dia. Digamos que esses comentários e atitudes se somam aos pensamentos negativos que contaminam nossa mente e, como consequência, a mente e o mundo da pessoa se tornam ainda mais sombrios.

Evidentemente, isso nos leva de maneira indireta a continuar na inércia e a nos isolar ainda mais em nossa vida, assim como fortalece o círculo vicioso que nos empurra sempre para a armadilha do negativismo. Ao contrário de trazer clareza ao nosso estado e dar informações precisas sobre o que está se passando, nossa atmosfera se torna cada vez mais rarefeita e cada vez mais negativa.

Do mesmo modo que não nos ocorreria ignorar uma ferida que está inflamada ou que não para de sangrar, uma dor de estômago contínua e aguda, ou uma forte dor de cabeça, não podemos nunca ignorar as dores psicológicas.

Devemos dar a importância merecida a nossas feridas emocionais, porque o mal estar psicológico requer um tratamento para uma cura, um trabalho e um apoio que são imprescindíveis para que passe.

Dito de outra maneira, não podemos deixar que o tempo cure porque corremos o risco de que isso não aconteça e de que, pelo contrário, nossas feridas se abram e se inflamem ainda mais, que a infecção se prolifere e aprofunde o nosso problema.

O quanto antes compreendermos isso, antes aprenderemos a nos cuidar como merecemos e a não colocar mais lenha na fogueira dos problemas, a não incendiar nossa mente com um diálogo interno proveniente das opiniões sociais que desmerecem e menosprezam nossas emoções e os problemas com os quais nos encontramos, quando nos damos conta de que o mundo, na realidade, não é da cor preferida de todo mundo.

Fonte: osegredo.com.br 

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