Sem eles ficaria bem mais difícil salvar certos animais do perigo da extinção. Estes trabalhadores invisíveis já conseguiram dobrar o número de gorilas nas montanhas nos últimos 30 anos. O trabalho destes profissionais continua, na medida do possível, mesmo durante as situações de conflito.

“Existem muitos ângulos pelos quais podemos olhar para o importante trabalho dos guardas-florestais e ecológicos. Os gorilas das montanhas são um exemplo fantástico: nenhum gorila sequer foi morto nos últimos dez anos. Ele saiu da classificação “criticamente em perigo ” para “em perigo”- afirma Johannes Refisch, coordenador da Parceria pela Sobrevivência dos Grandes Primatas, do Programa da ONU para o Meio Ambiente.

Numa iniciativa da Federação Internacional dos Guardas-Florestais, a data 31/07, comemora-se o dia destes profissionais. Uma celebração para lembrar à humanidade do árduo trabalho em preservar os tesouros nacionais do planeta.

Construção ambiental da paz

Segundo Johannes Refisch, a gestão dos recursos naturais baseada na comunidade, combinada a uma proteção efetiva pelos guardas ecológicos, reduziu o conflito entre humanos e a vida selvagem.

“Quando as comunidades e os guardas-florestais trabalham juntos, com o apoio dos governos e das organizações internacionais, podemos proteger a vida selvagem e garantir que os que suportam os custos de viver com a vida selvagem sejam capazes de colher os maiores benefícios.”- diz a chefe da ONU Meio Ambiente para Vida Selvagem, Doreen Robinson.

Em algumas regiões do mundo, os guardas-florestais estão usando equipamentos melhores para proteger o meio ambiente. Tecnologias modernas permitem a esses guardiões da natureza detectar a caça ilegal à noite e notificar atividades suspeitas para centros de controle em tempo real. Assim, contra-medidas rápidas podem ser tomadas.

Conquistas mundo afora

Governos africanos estão ampliando as suas políticas anti-caça e alcançaram recentemente várias conquistas na conservação da vida selvagem.

Bongo1 - A conservação da vida selvagem depende do incansável trabalho dos guardas-florestais
Tem apenas 100 animais nas montanhas do Quênia onde eles vivem sob proteção. Foto: Africa Wildlife Foundation

No Quênia, as autoridades estão separando 300 hectares para a conservação do bongo da montanha, considerado criticamente em perigo. O Serviço da Vida Silvestre do país africano e parceiros vão criar zonas de proteção intensiva, mantidas por uma força permanente de segurança, que realizará patrulhas diárias, além de atividades anti-caça e mapeamento de armadilhas.

Segundo os técnicos da Conservação da Vida Selvagem do Monte Quênia, para gerir a atividade humana no entorno dos habitats do bongo, a instituição, o Serviço Florestal do Quênia e outras organizações vão trabalhar com associações de comunidades das florestas e com comunidades de acolhimento para conter práticas ilegais e melhorar estratégias sustentáveis.

Na Tanzânia, as populações de elefantes e rinocerontes aumentaram após uma dura repressão à caça.

Na indonésia, os guardas-florestais fazem patrulha pelo parque montados nos elefantes. Muitos deles eram madeireiros ilegais, mas resolveram se dedicar à conservação após receberem treinamento e entenderem como a preservação da vida silvestre traz benefícios econômicos, sociais e ecológicos.

Em Uganda, uma nova lei sobre a vida selvagem prevê multas pesadas e prisão por tempo considerável para atividades ilícitas. A legislação também fortalece o papel das comunidades no apoio à gestão da vida selvagem e no uso sustentável dos seus benefícios.

Fonte: ONU

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