Escolher um representante, alguém virtuoso além do senso comum, é algo corriqueiro  que acontece de 4 em 4 anos. São nossos porta-vozes, por mais que o modelo político seja imperfeito, mas são eles que nos representam .

Ao longo dos séculos assistimos muitas conquistas relativas aos direitos universais básicos, e hoje em dia vemos a ascensão de lideranças se consolidando através do medo, das armas e de medidas austeras. Criam escravos, não seguidores, apoiadores. 

É como aquela velha máxima dita pelo grupo musical O rappa:  “…pois paz sem voz, não é paz é medo.” 

Falsas promessas e apadrinhamentos são atitudes conhecidas dos políticos populistas  e logo esquecidas pelo povo. 

Você sabe o plano de governo de quem você votou , projeto de lei ? Ou ao menos decorou um jingle ?

Jingles, slogans e apelidos são ferramentas que conquistam o eleitorado e ao longo da nossa história tivemos vários como:  “ Pai dos pobres” ( Getúlio Vargas), “Dilmãe”( Dilma Rousseff), “O caçador de  Marajás” ( Fernando Collor de Melo), “ Vassourinha” ( Jânio Quadros), teve até quem agregou  a alcunha política ao nome ( Luís Ignácio “Lula” da Silva). 

Exibido e disponibilizado no canal Meteoro, o curta-metragem “Magalhães” do cineasta  Lucas Lazarini, relata através de trechos de arquivo da UNICAMP essa realidade onde as  pessoas sabem em quem votar porém não sabem o porquê estão votando. 

Quando uma população não entende as funções dos políticos e seus projetos é mais fácil  manipular. 

No geral, a população dá muita importância ao cargo de presidente. No imaginário popular um presidente é responsável por uma nação como um pai presente ou uma mãe acolhedora e compreensiva.

Quando, de fato, a população deveria ter muito mais atenção em quem comanda a sua cidade: vereadores e prefeitos.

 O cargo de vereador é um importante canal entre as regiões administrativas e o/a prefeito (a). Entretanto, há o desconhecimento ou manipulação deste fato, e o que vemos são campanhas eleitorais em que os candidatos falam sobre ações relacionadas à esfera federal que nada tem a ver com o papel de um vereador. Ou campanhas tragicômicas com rimas infelizes, mas ao menos nos proporciona boas risadas.

No final das contas, o abandono das regiões mais pobres pelo poder público continua, e mais uma vez a população não fiscaliza. 

Muito do que acontece de ruim nas cidades brasileiras se parece com aquele  condômino que vive reclamando da vida no prédio onde mora, culpa os zeladores, os vizinhos  e o síndico por tudo de errado, porém, nunca pisou em uma reunião de condomínio para conhecer as decisões e resultados das reivindicações. 

Cada vez mais se faz necessário uma conexão maior entre cidadão e Estado, uma maior participação porque isto contribuirá para uma sociedade mais justa.

Existem vários caminhos de movimentos de participação e um deles é o Orçamento Participativo, em que a prefeitura decide em conjunto com a sociedade qual área e quanto aplicar do orçamento.

A participação da sociedade é motivada por ferramentas interativas disponibilizadas na internet, tais como mapas participativos, aplicativos e plataformas diversas cujos objetivos são a ampliação da participação popular e a transparência da informação.

Um exemplo desta gestão democrática foi a Lei da Ficha Limpa, em que um grupo de pessoas da sociedade civil levou ao Congresso Nacional uma proposta com diretrizes iniciais que depois virou lei.

Exercer a cidadania tem tudo a ver com a prática democrática e esta por sua vez vai muito além dos botões da urna eletrônica. 

Charge: Weil

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Revista Ecos da Paz
Viver em harmonia é possível quando abrimos o coração e a mente para empatia e o amor.